A Força do Pai na vida dos filhos

Carta ao PaiQuem é a pessoa mais frequentemente excluída nas famílias?

É o pai!

A mãe tem a tendência para, por qualquer razão, atrair as crianças para si, afastando-as do pai.

Do que é que ela afasta as crianças?

Ela afasta-as da terra e consequentemente da vida. As crianças entram em conexão com o mundo através do seu pai. No passado sabia-se isto: o pai tinha de permanecer no mundo real, somente assim a sobrevivência da sua família estava assegurada.

Quando o pai é excluído do CORAÇÃO
“Torna-se viciado aquele a quem falta algo. Para ele, o vício é um substituto.
Como curamos um vício em nós?
Reencontrando aquilo que nos falta.

Quem ou o que falta no caso de um vício?
Geralmente é o pai. Ninguém e capaz de sentir-se inteiro e completo sem seu pai. Sendo assim, o vício e a ânsia de reencontrar o que foi perdido e, com ajuda, sentir-se são e restabelecido. Contudo, por ser apenas um substituto, o vício não é capaz de satisfazer essa necessidade. Por isso prossegue. E prossegue sem o pai.

Como podemos ajudar um viciado? Como ele pode ajudar a si mesmo?
Ele leva aquilo que foi perdido para dentro de seu vício, DESTA FORMA TORNANDO-O SUPÉRFLUO.
O vício mais difundido em nosso tempo é, em muitos países, o fumo. Nem mesmo o fato de estar escrito “fumar mata” nos maços de cigarro assusta a maioria das pessoas. Para elas ainda mais mortal é o sentimento de que algo lhes falta em seu profundo interior.

Como é possível para um fumante levar o pai que lhe falta para dentro de seu vício?
Primeiramente, o que o ajuda é fumar com prazer, pois seu ato de fumar o conscientiza do quanto sente falta de algo. Quando deseja ou precisa fuma, sente o quanto lhe faz falta, por exemplo, seu pai. Assim que se prepara para tragar o cigarro, imagina seu pai. Então traga a fumaça profundamente em seus pulmões, olhando para seu pai, dizendo-lhe internamente:

“TOMO VOCÊ EM MINHA VIDA E EM MEU CORAÇÃO. E FUMA ATÉ SENTIR SEU PAI DENTRO DE SI.”

Algo similar vale para o álcool. Aquele que se tornou doente devido a este vício brinda com o pai antes de beber. Então bebe, lenta e profundamente, sorvendo seu pai, a cada gole até sentir-se preenchido por ele e vivenciá-lo profundamente.
E as mães? Como elas ajudam seus filhos viciados?
Elas reconhecem que, para seus filhos, são apenas uma metade, e nunca a totalidade. Ao invés de manter seus filhos longe do pai, os guiam com amor até ele. Este movimento começa quando elas veem e amam, em seus filhos, também o pai.”

Bert Hellinger


“…EU NÃO TENHO PAI…”

Uma vez trabalhei com um jovem, um rapaz de vinte e poucos anos. Ele se sentou e disse:
– Eu não tenho pai.
– Não dá para acreditar muito nisso – respondi.
Em primeiro lugar, porque eu podia ver com clareza a presença do Pai nele. Mas então ele disse:
– Não tenho pai porque sou filho póstumo: meu pai morreu antes de eu nascer.

Ser terapeuta, ao saber dessa informação, dissera-lhe que seria bom trabalhar a ausência do pai para ganhar força em seu caminho.

E isso tem certa lógica, porque esse filho não pode cultivar o dia a dia com o pai e experimentá-lo em sua criação.
Mas eu via seu pai intensamente nele, muito mais que em outras pessoas que foram criadas com um pai, mas que acabam se tornando filhos prediletos da mãe, estabelecem com ela um vínculo excessivo e perdem em seu corpo e em sua energia o rastro paterno.

Então, fizemos uma constelação e representamos o pai, a mãe e ele.
Foi uma constelação muito comovente e pedagógica, porque a mãe sentia um amor e um respeito tão profundos pelo falecido marido que este chegava ao filho é fluía nele por meio dela. E foi muito bonito ver como a mãe, com seu amor, fazia que o pai estivesse presente para o filho. Este descobriu que seu pensamento, “Eu não tenho pai”, era só isso, um pensamento: seu corpo estava cheio de seu pai porque sua mãe o havia feito presente.

Sem dúvida, um presente enorme que os pais dão a seus filhos é querer nele o outro progenitor, mesmo que a relação tenha acabado.
Os pais, de uma forma ou outra, em maior ou menor medida, estão sempre presentes em nosso corpo, em nosso coração e em nossa maneira de nos posicionamos na vida.

(Joan Garriga – O amor que nos faz bem )


Pai Meditação

A importância do papai na nossa vida. A vida chega até nós ativamente através do pai. Fazendo menos, o pai também conduz ativamente o filho para o mundo. Quando ele deixa de fazer pela criança, então essa pode fazer por si. Isso exige do pai um amor muito maior e uma confiança que às vezes, o próprio filho não reconhece em si!

Assista a palestra do Médico e Constelador Decio Fabio de Oliveira Jr:


TOMANDO A FORÇA DO PAI

“Agora eu fico ao seu lado e ao lado de todos os homens da família, em sua atmosfera. Agora me torno homem como você, e, como todos os outros, seja o que for que tenham vivido, e seja como for que tenha sido”.

Um homem só se torna homem por meio dos homens, seu contágio e atmosfera, nunca por meio das mulheres.
Um homem que pretenda se fazer homem por meio das mulheres estará sempre um pouco frouxo e debilitado, sem sustentação.

As vezes, um filho, em vez de se encharcar na atmosfera do pai, de realizar a transição do vínculo com a mãe para o mundo do pai e dos homens da família, fica perto da mãe, ou até se sente um filho especial, ou mais importante que o pai para a mãe.

Não é que o filho faça exatamente assim, mas é que o sistema como um todo o faz desse modo por meio das dinâmicas que vai gerando.

Com frequência, a mãe não consegue dar o primeiro lugar ao pai e se coloca efetivamente muito perto do filho, que fica enroscado em um vínculo estreito demais com ela.

Outras vezes, o pai não assume com clareza seu lugar, e o filho acaba sentindo, no fundo, que seu valor como homem se encontra no bom olhar de sua mãe ou de outra mulher.

O fato de a hombridade provir das mulheres constitui um estranho e irresolúvel paradoxo.

Por isso, é bom para o filho se voltar para o pai e internamente lhe dizer:
“Agora eu fico ao seu lado e ao lado de todos os homens da família, em sua atmosfera. Agora me torno homem como você é como todos os outros, seja o que for que tenham vivido, e seja como for que tenha sido”.

(Joan Garriga – O amor que nos faz bem )


Carta de Bert Hellinger ao Pai
por Luiz Brites

Realmente eu concordo que honrar os pais é uma prática que deveria seguir a frequência das refeições e ser feita pelo menos 3 vezes ao dia.
A carta que compartilho abaixo foi escrita por Bert Hellinger, anos após já ter criado as Constelações Familiares e ainda havia espaço para que ele se aproximasse de seu pai.
Algo que talvez você perceba, é a questão do pertencimento.
Bert Hellinger se posicionou junto a mãe e julgava seu pai.
Esse é um grande exemplo de um posicionamento (tradução correta da origem da palavra em alemão para constelação) errôneo que todos nós filhos podemos passar.
Ficamos do lado de um de nossos pais julgando um ou o outro.
No caso abaixo, Bert pegou para ele as dores da mãe em relação ao o que ela sentia e se afastou de seu pai.
Que a carta abaixo seja uma porta de entrada para deixarmos os assuntos dos pais com os pais e assumirmos nossa posição como filhos.
Assim, quando assumimos nosso papel e aceitamos tudo que aconteceu como o melhor, nos aproximamos da vida com toda sua plenitude para seguirmos nossa vida com honra e gratidão a nossos pais.

“Dedico este livro a meu pai Albert Hellinger (1895-1967), com uma carta:

Querido papai,

Por muito tempo eu não soube o que me faltava mais intimamente.
Por muito tempo, querido papai, você foi expulso de meu coração.
Por muito tempo você foi um companheiro de caminho para quem eu não olhava, porque fixava meu olhar em algo maior, como me imaginava.
De repente, você voltou a mim, como de muito longe, porque minha mulher Sophie o invocou.
Ela viu você, e você me falou por meio dela.
Quando penso o quanto me coloquei muitas vezes acima de você, quanto medo também eu tinha de você, porque muitas vezes você me batia e me causava dores, e quão longe eu o expulsei de meu coração e tive de expulsá-lo, porque minha mãe se colocava entre nós; somente agora percebo como fiquei vazio e solitário, e como que separado da vida plena.
Porém, agora você voltou, como que de muito longe, para minha vida, de modo amoroso e com distanciamento, sem interferir em minha vida.
Agora começo a entender que foi por você que, dia a dia, nossa sobrevivência era assegurada sem que percebêssemos em nosso íntimo quanto amor você derramava sobre nós, sempre igual, sempre visando o nosso bem-estar e, não obstante, como que excluído de nossos corações.
pai e filho
Algumas vezes lhe dissemos como você foi um pai fantástico para nós?
Você foi cercado de solidão e, não obstante, permaneceu solícito e amoroso a serviço de nossa vida e de nosso futuro.
Nós tomávamos isso como algo natural, sem jamais honrar o que isso exigia de você.
Agora me vêm lágrimas, querido papai.
Eu me inclino diante de sua grandeza e tomo você em meu coração.
Tanto tempo você esteve como que excluído do meu coração.
Tão vazio ele estava sem você.
Também agora você permanece amigavelmente a uma certa distância de mim, sem esperar de mim algo que tire algo de sua grandeza e dignidade.
Você permanece o grande como meu pai, e tomo você e tudo que recebi de você, como seu filho querido.
Querido papai,
Seu Toni (assim eu era chamado em casa).”
– Bert Hellinger, em “As Igrejas e o Seu Deus”

Vídeo curto e direto onde o terapeuta Jordan Campos reflete em um dia dos pais.

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