Relacionamento de Casal – Olhar Sistêmico

LEIS SISTÊMICAS NO DIREITO DE FAMÍLIA
Um Caminho para o Amor dar Certo

Homem + Mulher = VIDA
Um homem para ser inteiro precisa respeitar o feminino – 1° a mãe, só a partir daí pode seguir para uma mulher.
A mulher para ser inteira precisa respeitar o masculino – 1° o pai, só a partir daí pode seguir para um homem.

Então pode TOMAR seu companheiro por inteiro, CONCORDANDO com TUDO o que ele(a) traz de sua família de origem, sem intenção de modificar nada. Ao querer alterar aquilo que ele(a) é, exclui alguém da família de origem que traz esta característica.

Relação é soma, é TOMAR TUDO.
Se, por ex. uma mulher exclui algo do homem, os filhos vão fazer parceria com ele e vai ser difícil os filhos irem para esta mulher e qualquer outra mulher. E certamente repetirão o destino deste homem para incluí-lo.

Quando as mulheres desprezam seus homens, o álcool se faz presente = alcoolismo nos homens que não são respeitados.

Na relação de casal o casal reverencia e honra ambas as famílias de origem, concordam, respeitam a ordem, o casal cresce junto e constrói a família atual. Um consegue se alegrar na família do outro.

Príncipe encantado, amor perfeito, não existe. Relacionamento pleno = alegrar-se no outro do jeito que ele é. Ama aquilo que tem e o considera perfeito. O não concordar leva à separação, cada um volta para a família de origem, casa dos pais; algo lá resta para ser tomado, olhado, curado.

Dizer SIM para todas as relações anteriores, colocar-se na ordem, depois delas, e olhar com gratidão. Se alguém de alguma relação anterior está sofrendo, precisa-se resolver esta ‘dívida’ antes para estar livre para ir para outra relação, estar curado, se não sobrecarrega o sistema, ninguém pode ser feliz depois se não resolver primeiro. Quem vai para outra relação vai mais maduro, mais acomodado. Olha com amor e gratidão para o que passou. Reconhecer que amou aquele tanto, aquele tempo, concordando com tudo que foi, deixar este relacionamento ir. O que se nega ‘gruda’, o que se exclui fica ‘bloqueando’ até ser trabalhado, olhado com amor.

Se houver aborto, morte, devem viver o luto juntos, ou haverá separação. A mulher sai da relação para se punir.

Se algum dos dois é estéril, precisa liberar aquele que pode ter filhos para cumprir o seu destino. Se quem pode ter filhos CEDE, desequilibra, pesa. Se adota uma criança (traz filho de outra família), traz outros vínculos que não seriam necessários. Quem suporta, depois estoura, gera sintomas. O desequilíbrio na relação gera cisão ou sintomas.

Se está curado na sua família de origem podem ir para um relacionamento de casal sendo homem e mulher, sem carências, sem exigências. Um homem não aguenta ser cobrado como pai, uma mulher não suporta ser a mãe do homem.

Nós honramos nossos pais perpetuando a vida nos filhos, então os pais se alegram. Os filhos são a expansão do amor do casal.

Palestra da Consteladora Elza Vicente de Carvalho.


Consequências nas Relações no Desequilíbrio do Dar e Tomar

“Entre os cônjuges não há hierarquia, pois ambos chegam juntos no sistema. Esta relação, para ser bem sucedida, há de respeitar o equilíbrio entre o dar e o tomar/receber. É somente respeitando-se este equilíbrio que se alcança a harmonia. No campo da área jurídica falamos de um verdadeiro sistema de “checks and balances”, de pesos e contrapesos, que se ajustam por intermédio de uma justa compensação e que experimentam a paz quando o dar e o receber apresentam-se de maneira equivalentes. A “chave” está na maneira de como essa compensação é realizada.
Imagine que um dos cônjuges faz uma surpresa ao outro que lhe causa grande alegria. O cônjuge que recebeu este presente fica pressionado a também fazer algo. E assim o faz. E quando vai compensar, faz algo ainda maior, que transfere a “pressão” ao outro cônjuge para continuar essa cadeia de “compensação positiva”. Assim o relacionamento cresce! E quando algum deles faz algo que causa dor ao outro? Também nesta dinâmica a compensação é medida que se impõe. Porém, ao invés de fazer algo ainda mais cruel, o cônjuge faz um “mal menor” e que equilibra a relação.
Por exemplo, o marido trai a esposa. Nesse caso, a esposa não vai fazer o mesmo, mas
deve exigir do marido algo que lhe custe e que, desse modo, vai voltar a trazer equilíbrio na relação. Os relacionamentos permeiam neste equilíbrio entre “créditos” e “débitos”.”
(Marcos Antonio Ferreira de Castro -In: Revista do TRF3 – Ano XXVIII – n 133 – abr/jun 2017)

DISPONIBILIDADE PARA UMA RELAÇÃO DE CASAL

Virando a Página – Simone Arrojo – Constelação Familiar – Desequilíbrio Sexual


Estar em sintonia com os nossos limites

Quando encontramos alguém numa situação difícil, frequentemente desejamos uma boa solução para ele. Queremos ajudá-lo. Entretanto, podemos e devemos fazer isso? Algumas vezes sentimos que não podemos e nem devemos. Algo dentro de nós nos proíbe. Então precisamos reconhecer que chegamos a um limite. Isso existe também em muitos relacionamentos de casal. Um dos parceiros está preso em algo e o outro não sabe o por quê. Muitas vezes é algo de sua família de origem. Contudo pode ser também uma outra coisa que o prende. Algumas vezes é um aborto provocado que o prende e o afasta do relacionamento, talvez até exista um anseio pela morte, dentro de si. O outro gostaria muito de ajudá-lo, mas sente que consegue. Ficar parado aqui sem fazer nada, é difícil. Ele precisa reconhecer que as suas forças não bastam ou que a sua compreensão não basta para ajudar o outro. Aqui a postura interna adequada é: Eu concordo com a situação como ela é com todas as consequências para ele e para mim. Nesse momento chego a uma sintonia com algo maior. Então posso esperar. Depois de um certo tempo talvez surja alguma solução e algo curativo. Algumas vezes não surge nada. Então talvez haja a separação. Cada um segue então a sua finalidade, da forma que lhe foi determinada. Algumas pessoas pensam que isso é ruim, que uma outra solução teria sido melhor. Nós compreendemos quando elas sentem esse anseio. Mas nos é permitido? Nos é permitido termos essas ideias?

Bert Hellinger

 


CRESCIMENTO PESSOAL DENTRO DA RELAÇÃO DE CASAL

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