O Poder da Empatia – Escuta Empática

Diferença entre SIMPATIA e EMPATIA.

“Na empatia eu estou procurando conectar com aquilo que a gente compartilha, apesar de todas as diferenças que no distingue. Então, a empatia é a minha capacidade de reconhecer você na sua humanidade e vibrar dentro com as coisas que vibram para você e igualmente enlutar com coisas que para vocês são tristes ou perdas. Então essa disponibilidade de estar presente com a experiência do outro, sem tentar mudá-la, educá-la, resolver as questões dela. Sem estar sempre correndo atrás de uma solução, mas simplesmente estar com outro na sua experiência de vida, isso muitas vezes está perdendo no nosso dia a dia, pela correria e por esse olhar constante na produtividade e nos resultados, então empatia é a volta de uma qualidade de processo de convivência.”
(Dominic Barter)

Quer que eu desenhe?

Assista ao vídeo:

UMA DEFINIÇÃO DE EMPATIA, POR CARL ROGERS:

“Ao contrário do que eu pensava anteriormente, empatia é mais um processo do que um estado, e este modo empático de estar com outra pessoa apresenta várias facetas:

“É penetrar no mundo perceptivo de outra pessoa e se sentir completamente em casa ali… “

“ Significa ter sensibilidade momento a momento para perceber as constantes mudanças internas desta outra pessoa… do medo, a raiva, fragilidade, confusão, ou qualquer outro sentimento que ela esteja experimentando naquele momento…

“Significa viver temporariamente a vida do outro, morar ali dentro, e se mover ali de forma muito delicada, sem fazer nenhum tipo de julgamento, buscando perceber sentimentos que ela provavelmente não tomou consciência, bem como procurando não reprimir os sentimentos que pareçam ameaçadores e que ela porventura já tenha percebido…”

“Inclui ainda a comunicação atenta do que você percebe daquele outro mundo, com seu olhar reflexivo e amigável, sobre os elementos que possivelmente a outra pessoa ainda teme…”

“Consiste em constantemente conferir com esta pessoa se a sua percepção está sendo correta e se guiar por suas respostas… E ao ser guiado por essas respostas, você se torna um companheiro confiável a partir de dentro de seu próprio mundo, por apontar-lhe possíveis significados latentes em seu fluxo de experiências… Desta forma, você o ajuda a permanecer focado nestes referenciais internos que o permitirão ter um a percepção pessoal mais completa para atravessar aquela experiência… “

“Estar com o outro desta forma, é pôr de lado seus valores e visões pessoais, de modo que possa entrar no mundo do outro despido de preconceitos…”

“Colocar-se de lado desta forma pra penetrar no mundo alheio, somente é possível para alguém que tenha autoconfiança o bastante para não se perder no que poderá surgir de estranho ou bizarro naquele outro mundo, e voltar a si mesmo confortavelmente sempre que desejar…”

“O que foi dito acima deveria deixar claro que Ser empático é a um só tempo um modo de ser complexo, exigente e forte, mas ainda assim, um sutil e gentil modo de Ser…”

**Carl Rogers (1902-1987) foi um dos precursores da abordagem humanista da psicologia, e como mestre de Marshall Rosenberg, sua ideias tiveram grande influência na criação da Comunicação Não-Violenta

***O trecho acima foi extraído e livremente traduzido de uma aula proferida por Carl Rogers em 1974, e que poderá ser acessada no seguinte link:

https://www.youtube.com/watch?v=I4DwzSnU6pc
(legendas automáticas em português disponíveis)

Postagem original da página For Peace – Por Daniel Antoine


O PODER DE ESCUTAR
A ESCUTA ATIVA NA MEDIAÇÃO

William Ury explica como escutar é essencial, e geralmente negligenciado, como metade de comunicação. Suas histórias de conversas sinceras com presidentes e líderes empresariais nos fornecem lições impactantes, tais como entender o poder da mente humana ao se abrir.

William Ury, cofundador do Programa de Harvard em Negociação, é um dos especialistas em negociação mais conhecidos e influentes do mundo. Ele é coautor de “Como chegar ao sim”, o livro sobre negociação mais vendido do mundo; ele ensinou negociação a milhares de pessoas, prestou serviços de consultoria para dezenas de grandes empresas e foi consultor para a Casa Branca.


O QUE É ESCUTA EMPÁTICA ?

Empatia 1É preciso ter sensibilidade para a necessidade atual do interlocutor. Explicando melhor, é apenas ouvir, com atenção.

A escuta empática não é ficar em silêncio dizendo aham, hum, mas sim estar totalmente presente para a pessoa à nossa frente, dando espaço e tempo para que ela possa se expressar com liberdade.

Em um mundo ideal, todos os diálogos seriam diálogos em que haveria conexão, em que uma pessoa escutaria empaticamente a outra.

O QUE BLOQUEIA A ESCUTA EMPÁTICA?

Quando ouvimos alguém no dia a dia, muitas vezes interrompemos a fala e já sobrepomos alguma coisa nossa. Isso faz com que a conexão seja perdida e muitas vezes haja frustração e desentendimentos. Alguns comportamentos comuns que frequentemente ocorrem e bloqueiam a escuta empática:

⁃ aconselhar: “acho que você deveria… como você não fez…”
⁃ gabar-se: “isso não é nada, escute o que aconteceu comigo…”
⁃ educar: “isso pode se transformar em uma experiência positiva para você se você…”
⁃ consolar: “não foi sua culpa, você fez o melhor que você pode”
⁃ contar uma história: “isso me lembra a vez em que…”
⁃ cortar: “ah, para. Não fique tal mal…”
⁃ simpatizar: “oh que pena para você…”
⁃ interrogar: “desde quando isso começou?”
⁃ explicar: “eu teria ligado mas…”
⁃ corrigir: “isso não foi o que aconteceu”
(Marshal Rosenberg, Nonviolent Communication, capítulo 7).

COMO PROMOVER A ESCUTA EMPÁTICA?

Além de procurar evitar estes comportamentos listados acima – quando o que a pessoa quer é se expressar livremente e não solicitou nem conselho, nem crítica, nem julgamento, nem uma história parecida – o que devemos fazer para promover a escuta empática é bem simples. Bem simples e extremamente eficaz. E este procedimento foi extensamente utilizado na psicologia humanista de Rogers, com sucesso, e na comunicação não violenta: refletir ou parafrasear.

Em momentos que queremos apenas abrir o nosso coração e dizer como estamos nos sentindo, ou algo que aconteceu (uma observação), ou uma necessidade, um desejo, uma vontade, é ótimo ter a impressão de que estamos sendo ouvidos de verdade. E a forma que mais traz segurança de que estamos sendo escutados atentamente – junto de certos sinais não-verbais – é quando a outra pessoa nos diz o que acabamos de dizer, como um eco, um reflexo, uma paráfrase.

A escuta empática é, em resumo, estar presente e aberto para ouvir e refletir (dizendo de novo) o que acabamos de escutar. Realmente se por no lugar do outro e se sentir como o outro, junto com ele, compreendendo e sentindo toda a situação e emoção como se fosse você.

(Adaptado de: Escutar com empatia – Comunicação não violenta e Rogers)


A ARTE DE ESCUTAR

Quando ouvir outra pessoa, não escute apenas com a sua mente, escute com o seu corpo todo. Sinta o campo de energia do seu corpo interior enquanto ouve. Isso afastará a sua atenção do pensamento e criará um espaço de quietude que lhe permitirá escutar verdadeiramente sem que a sua mente interfira. Estará a dar espaço à outra pessoa – espaço para ser. É a prenda mais valiosa que pode oferecer. A grande maioria das pessoas não sabe ouvir porque a maior parte da sua atenção é ocupada pelo pensar. Presta-se mais atenção ao pensamento do que àquilo que a outra pessoa está a dizer, e não se presta atenção absolutamente nenhuma ao que realmente interessa: o Ser da outra pessoa subjacente à palavra e à mente. É evidente que você não pode sentir o Ser de alguém exceto através do seu próprio Ser. Isto é o princípio da compreensão da unicidade, que é o amor. Ao nível mais profundo do Ser, você é uno com tudo o que existe.
A maioria dos relacionamentos humanos consiste principalmente em mentes a interagir umas com as outras, e não em seres humanos a comunicar, a entrar em comunhão. Nenhum relacionamento pode desenvolver-se dessa maneira, e é por isso que existem tantos conflitos ao nível dos relacionamentos. Quando é a mente que dirige a sua vida, são inevitáveis os conflitos, as discussões e os problemas. Estar em contato com o seu corpo interior cria um espaço livre, de ausência da mente, dentro do qual o relacionamento poderá crescer.

Eckhart Tolle (O Poder do Agora, pág. 138)


A ARTE DO OUVIR – Todos precisamos de ajuda
Animação sobre a mente de um Psicólogo


Se você não sabe como ser ouvido, experimente ouvir primeiro

Você já passou por aquela sensação de “eu falo e ninguém me ouve”? Seja com seu chefe ou com seus colegas, muitas vezes, fica a impressão que as pessoas não estão realmente entendendo o seu objetivo e o X da questão está exatamente aí: como ser ouvido?

Saber ouvir

Muito é dito sobre a importância das técnicas de oratória e de linguagem corporal. Dominar estas técnicas pode dar muito certo, mas, para isso, é preciso dedicar bastante tempo e um treinamento constante, ainda mais se você for daquelas pessoas mais tímidas.

No entanto, o maior problema disso é que fazer discursos dessa forma costumam funcionar para grandes massas e não para discussões ou para negociações.

Para esses casos, em que a comunicação é de um para um, o segredo para o sucesso vai muito além do que falar. É preciso saber ouvir!

Conhecer seu interlocutor

Conhecer com quem se fala é fundamental em uma situação de comunicação. Esse raciocínio tem uma motivação muito clara: em um diálogo — como o próprio nome já diz —, existem sempre dois lados.

Por essa razão, muitas vezes, estudar seus argumentos como se estivesse em um monólogo, desconhecendo ou ignorando a reação do interlocutor, é exatamente onde se perde a linha de argumentação e se conquista a intransigência de quem está ouvindo você, tanto no âmbito profissional, quanto no pessoal.

É importante conhecer para prever as reações do interlocutor, para diminuir as chances de erro na linha de argumentação. Como posso prever a reação do meu interlocutor? Como posso prever o que ele vai me responder?

Esta atitude funciona como alguém que imita um artista ou apresentador de televisão ou times esportivos que se preparam para um grande jogo: são horas de observação. É preciso assistir os jogos para conhecer as jogadas. Então, experimente observar com quem você está conversando, sem colocá-lo na posição de um adversário. Afinal, vocês estão construindo uma conversa juntos.

Manipular ou persuadir?

Observe que a estratégia sadia não utiliza o silêncio e a observação para trair o seu adversário. Utilizar seus pontos fracos contra ele mesmo não é a estratégia de um bom profissional, é manipulação.

Ao associar as perspectivas e os interesses reais do seu interlocutor aos seus próprios objetivos, você conquista o respeito e a confiança dele. Uma conversa é uma via de mão dupla, em que ambos podem falar, mas que ambos devem ouvir.

A postura nestas situações deve ser a de buscar soluções que sejam boas para ambos, nem que, para isso, seja preciso fazer concessões. Não ache que o ideal é manipular seu interlocutor. O correto é expor os seus pontos, mas sem esquecer de compreender profundamente os do outro. Só assim você passa a ter informações suficientes para persuadir a outra pessoa.

Escutar o silêncio

É preciso conhecer o que ele pensa, estar a par do que ele acredita, entender quais são seus valores, suas motivações, seus anseios. Além disso, é importante observar e saber reconhecer suas variações de humor.

Existe uma relação de codependência entre você e seu interlocutor e o silêncio é, muitas vezes, a ferramenta mais eficaz para conhecer a verdade sobre como as suas necessidades podem afetar o outro. É no silêncio que ouvimos o que foi dito e, também, o que não foi.

É neste momento que podemos perceber a linguagem corporal e todos os sinais não ditos. Eles são essenciais para construir um diálogo eficiente.

Enfim, como ser ouvido?

Reconheça a posição do outro e faça conexões desses pontos de vista aos seus próprios argumentos, para que outro perceba a relevância que tem. Nesse caso, sim, é possível conquistar seu respeito e as chances de obter um retorno positivo ao final da argumentação são muito maiores.

Pronto para ser ouvido? Ou melhor, para ouvir? Se sim, então, mãos à obra! Se não, sem problemas. Essa atitude é um aprendizado.

Por: Carolina Nalon
Sou uma eterna inquieta que acredita que o mundo precisa de mais autenticidade e empatia. Espero que você encontre muita inspiração nas minhas linhas. Se quiser saber mais sobre o que eu faço, visite o site.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s