O QUE AS CONSTELAÇÕES NOS MOSTRAM?

“Uma das descobertas mais importantes da Constelação Familiar é o fato de que todos nós nos encontramos ligados aos destinos de nossas famílias das mais diversas maneiras. Existe na família uma consciência comum e inconsciente, um profundo movimento na alma, que não permite que alguém seja excluído, rejeitado ou esquecido. Quando acontece algo dessa espécie, mais tarde a pressão dessa consciência coletiva escolhe alguém para representar o excluído. A pessoa em questão se sente igual aquele que foi excluído. Ao invés da pessoa poder viver a própria vida, terá que viver a vida de uma pessoa excluída, encontra-se emaranhada com um destino estranho. Muitas dificuldades em uma família como, por exemplo, as que ocorrem entre pais e filhos, quando uma criança se comporta de modo estranho ou aquelas entre marido e mulher, quando de repente um percebe que o outro está tomando um rumo incompreensível, sobre o qual não tem controle, devem-se a esse tipo de emaranhamento. Sendo assim, o amor é exigido a partir de uma nova forma.
Esse tipo de emaranhamento pode vir à luz através da constelação. A solução é a mesma que antes: o que esteve excluído é incluído, recebendo um lugar na alma de cada um e na família. Somente assim aqueles que antes se encontravam emaranhados estarão livres. É uma grande conquista da constelação familiar que as dificuldades para as quais não tivemos qualquer compreensão, até então, de repente passem a fazer sentido e que, quando assumirmos tal fato, encontremos uma boa solução para nós e para os outros. ”
Bert Hellinger – Histórias de Amor

Um pouco sobre os benefícios da constelação!

Virando a Página – Simone Arrojo – A Constelação Revela Nossa Vida Interior

Virando a Página Simone Arrojo Exemplos de Constelação 06 05 2017 Rádio Mundial

Exemplos pelo Médico e Constelador Decio Fabio de Oliveira Jr

Leis do Amor - Pais e Filhos

Pai alcoólatra: se é o pai, é ele mesmo que o filho quer

Foi intensa e tocante a vivência de constelações familiares da 2ª Vara de Família de Itabuna realizada no dia 3/4/2017, para a qual foram convidadas as partes envolvidas em 50 processos de divórcio, alimentos e guarda.

Um dos momentos marcantes foi numa constelação onde o pai, que se disse envolvido com alcoolismo, buscava uma forma de se reaproximar da filha, tendo por isso uma ação pendente na Justiça. Ao colocarmos representantes para o pai e a filha, esta imediatamente agarrou-se ao pai, abraçando-o com amor e forte emoção, como quem tem medo de perdê-lo. Ambos choravam muito.

Revelou-se, aí, a dinâmica profunda de todo filho que tem subtraído o direito à presença do pai em seu coração, por qualquer circunstância – e muitas vezes por causa de julgamentos dos próprios familiares e da sociedade, que fazem a criança acreditar que seu pai, assim como é, não é bom, não é certo, não tem direito a pertencer e participar da sua vida.

Racionalmente, a criança acredita nisso, e ela mesma tende a excluir o pai de seu coração, encontrando argumentos convincentes para isso. Mas isso só ocorre superficialmente, no nível racional. Na realidade, para a criança, nas profundezas de sua alma, não existe tal julgamento. Tudo o que ela quer é tomar seus pais assim como são, exatamente assim, e dar-lhes no coração o lugar que lhes é próprio.

Na alma do filho não existe “pai errado”; qualquer julgamento ou exclusão tem consequências nocivas ao filho, que inconscientemente fará algo que honre esse pai excluído, muitas vezes repetindo na vida justamente um padrão pelo qual se deu a exclusão (tornando-se alcoólatra ou afastando-se do próprio filho no futuro, por exemplo). É o seu pai. O único de onde recebeu a vida, que está presente em cada célula do corpo do filho. Sem pai, sem filho.

Quanto mais se nega ao filho o direito de tomar o pai assim como é, maior a força inconsciente que vincula os dois, tornando-os iguais. Quando a filha abraçou com firmeza o seu pai, tudo isso ficou claro e todos os julgamentos perderam o sentido. A filha quer o pai, o seu pai. Simples assim.

Quando incluímos na constelação uma representante para a mãe, esta imediatamente tentou puxar a filha e afastá-la do pai. Por mais que tentasse fazê-lo, a filha se agarrava ao pai e não admitia tal separação. Ela disse que queria ficar com os dois, e assim ficaram por algum tempo.

Depois, incluímos também uma representante para o alcoolismo, e foi então que ficou claro que este não dizia respeito somente ao pai, mas também à mãe – possivelmente por meio de alguém de sua família de origem. De alguma forma, tratava-se de um destino de ambos. A representante do alcoolismo se sentia muito forte. Os três – pai, mãe e filha – evitavam olhar, mas acabaram olhando para o alcoolismo com temor, e reconheceram que ele representava algo muito grande, que incluía uma imensa dor por conta de fatos ocorridos no passado (talvez na geração dos avós, bisavós ou antes disso), envolvendo inclusive mortes trágicas.*

Os membros do sistema familiar, quando não conseguem olhar para tal realidade, continuam carregando-a consigo, inconscientemente, e sentem o peso disso em sua vida. O alcoolismo é uma forma que as pessoas encontram de suportar tamanha dor e sobreviver, anestesiando-se. Todos – os representantes, os representados e os que assistiam – ficaram bastante emocionados com essa imagem.

Depois de olharem para o alcoolismo e tudo aquilo que estava por trás dele, o pai, a mãe e a filha quiseram se afastar e, colocando-se de costas para o passado e de frente para o futuro, sentiram alívio. Estavam todos juntos. O pai abraçava a filha e a mãe, e esta já não tentava afastar a filha do pai.

(Sami Storch)

Fonte: Pai alcoólatra: se é o pai, é ele mesmo que o filho quer


“Muitas pessoas se equivocam em achar que somente constelando (trazendo um tema para ser visto pela técnica desenvolvida por Bert Hellinger) é que poderão resolver algum problema em sua vida. Grande engano. Constelar, verdadeiramente em sua essência, é o movimento profundo da alma que o cliente faz para se livrar de emaranhados sistêmicos que lhe prejudicam em várias áreas da sua vida. Muitos fazem esse movimento, ou seja, constelam, somente assistindo ou participando como representante na história de outra pessoa. Por isso que, ser ouvinte ou representante, é tão rico quanto constelar, pois neste trabalho todos ganham se estiverem realmente abertos.
Pessoalmente nesses anos todos, só constelei uma vez, e fui até criticado por colegas por isso, que acreditavam que só constelando, levando um tema pessoal, é que a técnica funcionaria. Isso significa que não tenho conflitos ou mudanças para efetuar? Longe disso, sou comum como todas as pessoas, mas constelei muitas vezes participando como ouvinte ou representante na constelação de muitas pessoas, onde o que eu presenciava e sentia tocava profundamente minha alma, fazendo assim, um movimento de mudança real nas minhas atitudes e percepções sobre o meu próprio sistema familiar e onde eu estava violando algo sem mesmo perceber.
Outros se inscrevem para constelar, constelam e continuam sem fazer movimento interno algum, pois ainda ficam presos a fantasia de que a constelação faz o que ele precisa fazer ou ficam presos às suas razões e queixas, e aquele que participou como representante sai do Workshop tocado e transformado.
Outros ainda acham que determinado facilitador ou constelador é melhor do que o outro. O que aprendi nesse trabalho é que a postura do facilitador é o mais importante. Esta postura significa estar livre de intenções ou interpretações e ficar aberto àquilo que o campo mostra, sem achar que em todas as situações precisa intervir ou terminar com um final feliz, para o cliente sair feliz. O campo não está á serviço do facilitador ou daquilo que o cliente quer, o campo está à serviço da vida.”

(Luis Gustavo Costa Soares)

 

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